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Querida infância

15 fev

Imagem do livro O Pequeno Príncipe

A época da infância que era boa. Eu ganhava mesada e minha preocupação era terminar a lição correndo para poder ir brincar. O que eu gastava era em doces e figurinhas e não tinha a obrigação de dar presente para ninguém no Natal.

Ir para a escola era festa, voltar mais ainda. Sempre voltava em bando pela rua, um brincando com o outro – ou então brigando. Criança tem uma pureza invejável, pois até chegar ao destino quem tinha brigado já estava de bem.

O bom do almoço era esperar a sobremesa. Ainda é, mas apenas as crianças podem admitir isso. Sabem como é, somos exemplos agora. Eu podia dormir depois do almoço – ou então em qualquer hora. Também sempre contei com os braços fortes da mamãe para me carregar caso fosse preciso.

Eu nunca quis parar de brincar e nem pensei em me render ao sono que assistir desenhos animados a noite dava. Sonhava em crescer, me tornar adulta, e poder ver o quanto de desenho animado estivesse afim. Era complicado demais entender o motivo pelo qual os “grandes” não se divertiam tanto quanto eu.

Se eu precisasse de um carinho – ou até mesmo fazer manha, era só chorar. Se eu queria me livrar da tia chata era só sorrir. Mas acima de tudo, e tirando os empasses da escola, a minha única responsabilidade era justamente não ter responsabilidade.

Puxa, como era bom! Quando cresci um pouquinho me sentia a pessoa mais capaz e não via a hora de responder por mim mesma. Sempre tinha alguém para comentar: “Aproveita, que quando crescer você vai sentir falta de ser criança”. E eu sempre rebati: “Não vou não, é chato ser criança!”.

Como assim? Não, não é chato. E eu sei disso agora. Quero voltar correndo para os braços da minha infância e me lembrar do cheiro do bolo formigueiro. Quero continuar com os joelhos ralados e com os cabelos enfeitados com fitas. Não quero precisar pensar e nem tomar decisões.

Obviamente alguma criança deve estar passando por isso agora, já que é uma fase natural da infância e muito estudada pelos psicólogos. Então eu troco, sem problema nenhum. Combinado? Troco a vida adulta por uma mês como criança. Troco uma vida corrida, cobrada, pressionada e cheia de expectativas por uma vida virgem, intocada e acima de tudo plena.

Não me venha com discurso sobre nostalgia, ela existe e faz parte da vida. Mas é porque tem dias em que você só quer assistir desenho animado e comer bolacha recheada. Eu sei, os meus amigos de infância (feitos na infância) tem essa vontade também. Então podemos fazer um intercâmbio em grupo.

Não seria incrível voltar para a infância e de quebra ter os seus amigos da época junto? As férias seriam mais divertidas assim certo? Vamos esquecer as viagens ou a casa na praia.

Acredito fielmente que no final dessa troca maluca o mundo seria apenas das crianças, pois ninguém ia querer voltar a ser adulto. Então seria um mundo melhor, mais belo, leve, divertido e acima de tudo com cheiro de bolo formigueiro.

Visita Especial

1 fev

Bom dia culpa. Já que você chegou, pode entrar. Sempre soube do seu lado inconveniente, mas nunca fui preparada o suficiente para te receber. Sei que você entra com os seus olhos insinuantes e cheios do “eu sei de tudo”. Sei também que você adora atordoar algumas pessoas pós bebedeira. Afinal, qual o motivo da visita?

Se você está atrás de alguma rateada minha, sinto te decepcionar: não fiz nada de mais. Nada do que deva me arrepender, nada do que outras pessoas já não tenham feito. Você já passou na casa delas também? Não tenho motivo para receber a tua visita. É do teu feitio também, além de vir sem avisar, vir sem motivos?

O pior sentimento depois de uma mancada é a culpa. Você é má e sabe disso. Não acho que alguém faça algo que deva se arrepender ou culpar – tirando os corruptos, assassinos, estupradores e pedófilos (não que isso tire a responsabilidade dos atos cometidos). Por algum acaso você rodeia eles também?

Sempre fui da opinião que tudo é vivência. Os erros são como Biotônico Fontoura, você toma para ficar forte e grande. É meramente impossível crescer e amadurecer sem isso, falo tanto dos erros quanto do próprio Biotônico Fontoura. É necessário saber que dói cair para evitar a queda nas vezes seguintes.

Se você está falando do chocolate a mais que eu comi, com certeza você passará de visita para enfeite da casa. Idealizo você como a vilã da novela que no final vira a mocinha casada e grávida. Inicialmente você é terrível, mas depois descobrimos que não é nada mais do que uma visita na nossa consciência.

E sabem como é, se tratando de consciência ninguém ganha. Afinal de contas, ela é o equilíbrio de tudo. Então, chego a uma conclusão: a culpa é parente próximo da consciência e ambas tem apenas uma missão, a de incomodar.

A abolição do mau humor

23 jan

Que atire a primeira pedra quem nunca teve vontade de fazer isso.

O humor de uma pessoa é inversamente proporcional a sua capacidade de lidar com os fatos trágicos do seu dia. E preste bem atenção: qualquer motivo de estar tendo um dia ruim não é suficiente para deixar o dia dos que estão a sua volta do mesmo jeito.

O segredo é nunca exaltar e dizer: “Não tem como ficar pior!”. Acredite, não que eu seja muito experiente, mas sempre tem como piorar as coisas. E se já está ruim mesmo, então tome uma cerveja ou coma um chocolate. Tudo indica que amanhã será melhor.

Veja bem, eu disse tudo indica. Isso não necessariamente quer dizer que irá ser melhor. Então se você acordar no dia seguinte e não sentir o seu humor lá dos melhores, desconfie. Use sempre o seu senso crítico, se já acordou ruim tenha certeza de que a chance de piorar é muito maior do que a de melhorar.

Não que eu seja pessimista, mas a maioria das vezes em que alguém acorda com um humor mais pra lá do que pra cá, as coisas simples parecem enormes. O trânsito parece pior, o café mais frio, o salário menor e o serviço maior.

É claro que tudo isso é possível, mas evite pensar assim. Não, não fique atento ao relógio. Isso só fará o seu dia ruim demorar mais ainda para passar. Não, não resolva fazer um serviço mal feito devido ao seu mau humor. Isso não o fará se sentir melhor, muito pelo contrário.

Até em dias normais você pode se atrasar, até em dias normais você pode esquecer o seu filho na escola, até em dias normais você pode não ter vontade de cozinhar. Mas nunca em dias normais abrimos mão da cerveja e do chocolate.

Então, a receita não é de família mas é infalível. Qualquer dia ruim é curado com pensamento positivo. Ok, quem eu quero enganar? Qualquer dia ruim é curado, de um jeito ou de outro. Os dias vão passar e tudo melhora. E se você for sortudo mesmo, nem vai precisar de “dias” no plural.

O ponto é: enquanto não chega o dia da abolição do mau humor e de dias ruins, vai levando com cerveja e chocolate. E acima de tudo, preste atenção, nunca diga “não tem como ficar pior!”.

Sobrevivência básica: o casamento

11 jan

O contrato de casamento é algo esquisito, digamos assim. Não consta em nenhuma cláusula o que realmente o casal deveria saber. E isso não é uma falha do cartório e/ou documentação, pois nem o padre ensina o que se deve na cerimônia. A benção matrimonial não é nada mais do que o início da confusão.

Existem quatro formas de casamento: cartório, religioso, união das escovas de dente e o bancário. Este último é o mais delicado, principalmente quando vem acompanhado de um filho chamado cartão de crédito.

Após as realizações dos casamentos citados – missa, festa e noite de núpcias inclusive, algumas coisas deveriam ser esclarecidas. Princípios básicos de sobrevivência depois da solteirice, nada fora do comum. Tem que ficar claro que a regra número um após o casório é o peso. Você vai engordar e não tem como fugir disso.

É claro que além de você ter prometido na saúde e na doença existem outras promessas implícitas. Como na grosseria e na falta de paciência, mau-humor e preguiça, ciúmes e crises existenciais. É claro que isso o padre não fala, não é?

E no cartório, após você assinar e decidir agregar um novo sobrenome, o juiz de paz também não comenta que o casamento pode ser abalado de acordo com o resultado dos jogos de futebol ou idas desastradas ao cabelereiro, não é?

Esses fatores deveriam estar em alguma linha do contrato, poderia até ser nas letras miúdas. Talvez até em alguma parte do sermão do padre. É claro que não estão e por um único motivo: elementos surpresas fazem parte do dia-a-dia. E não seria diferente com o seu conto de fadas chamado casamento.

O que realmente importa, sem ser a sobrevivência básica, é ter com quem contar. O grande diferencial do casamento é saber que mesmo com todos esses momentos desagradáveis, sejam eles irritação, mau-humor, um dia ruim, TPM ou apenas momentos desagradáveis, existe alguém lá por você e que te aceita exatamente assim durante o decorrer do “felizes para sempre”.

* Foto: http://migre.me/7uSpA – Todos os direitos reservados. :)

Planos infalíveis

4 jan

Com o início do ano muitas pessoas retomam antigos planos que com o passar do ano anterior não foram executados. Aprender a dirigir, emagrecer, passar no vestibular ou finalizar o curso de inglês. Planos são sempre planos. Já diria o Cebolinha da Turma da Mônica: planos infalíveis. Não, você não quer se tornar o dono da rua e muitos menos fugir da Mônica. A sua única intenção é seguir em frente.

É como aquele clichê: para resultados diferentes atitudes diferentes. O que você fez no ano que passou? Filtre os resultados entre positivo e negativo e lembre-se sempre como você chegou em cada um.

A maioria das pessoas se sentem diminuidas com os seus defeitos e/ou falhas. Vale lembrar o que Albert Camus uma vez falou: “Uma atitude saudável inclui também defeitos”. É natural que você venha errar, falar no momento errado, agir por impulso ou teimar com alguém. Isso são características suas. A questão é: até onde você chega agindo assim?

Início de ano é também uma segunda chance, ou então a vigésima primeira dependendo da idade. E o melhor de tudo é que você sempre terá o início do ano para te reconfortar e te dar mais um empurrão para o próximo. É um ciclo de revitalização e tudo isso depende apenas de você: transforme-se.

Esqueça o que se passou e concente-se no que está vindo para você, no que está na sua direção. Perde-se muito mais tempo pensando no que não foi feito do que realmente fazendo. Quanto desperdicio de energia! É claro, depois disso vem o arependimento e as lamentações. Não tenha pena de si mesma. Já diria Carlos Drummond de Andrade: “Até a cor do arrependimento desbota com o tempo”.

Se é tudo uma questão de tempo, permaneça firme e foque nos resultados que você quer atingir. Fuja do banho de você quiser, troque o R pelo L ou então coma desenfreadamente. O que realmente importa é você finalizar o ano com um plano realizado e não infalível.

*Foto por esse blog.

O caos de final de ano

23 dez

As festas de final de ano servem para duas coisas: comprar e culpar. Compra-se tudo o que não precisa e culpam-se todos pelas falhas ou planos frustrados. Albert Camus uma vez falou: “O que é a felicidade além da simples harmonia entre o homem e a vida que ele leva?”. A questão é essa: a vida que o homem leva.

Passa-se o ano imaginando, planejando e pensando. Já o quesito executar está estacionado. Deixa-se na garagem todos os verbos, como agir, cumprir e realizar.

Então chega o final do ano, Natal e ano novo mais precisamente, e o mundo para de girar. Existe uma pressão terrível nessa época e as pessoas se deixam levar por isso. A chamada depressão de final de ano não é nada mais do que a descoberta que mais um ano passou e nada foi feito – ou pelo menos algumas coisas não foram feitas.

Então onde está a harmonia citada por Albert Camus? A harmonia da vida é uma associação direta com o desfrutar de momentos. A vida é definida pelas oportunidades e aventuras e essa definição também conta para o que se deixa passar.

Tanto o comércio quanto os consumistas ficam insanos. O agito dos centros comerciais é suficiente para demostrar o quanto o Natal virou uma data de vendas. Não existe mais o verdadeiro espírito, as crianças compram junto com os pais os presentes e acabou a fantasia do papai Noel e a cartinha escrita.

Não são apenas casos natalinos desconsiderados, são tantas coisas relevadas no decorrer do ano que quando se chega aos 44 minutos do segundo tempo todos querem marcar o gol – mas precisamente nos 10 segundos antes da virada. Então se repara no que ficou para trás, sobram 8 segundos e 20 milésimos para repensar e prometer tudo o que irá fazer no ano que está chegando. Fogos de artifício estouram: o ano novo chegou.

De qualquer maneira o surgimento de um novo ano mexe com o psicológico das pessoas. Realmente acredita-se que os problemas vão ficar junto com o ano passado e também tudo o que desagrade. Besteira! O ano novo não é nada mais do que o início da recontagem. Tic-tac o tempo está passando.

A matemática das mulheres

6 dez

“A semana inteira com um sol radiante e justo no final de semana tem que chover?” – Ela esbravejou, estava realmente irritada. Tinha com ela apenas uma certeza: com chuva ou sol ela iria sair no final de semana.

O celular parecia uma nave espacial, não pelo design ou funcionalidades e sim por tudo o que ela fazia ao mesmo tempo. Além de compartilhar em todas as redes sociais possíveis que iria sair, ligava para as amigas para marcar o horário e o local. De quebra pedia opinião sobre a roupa e a maquiagem. Quando a obra de arte ficou pronta postou uma foto no Facebook e saiu.

No elevador analisou bem o seu rosto e se assustou: não pela maquiagem ou alguma espinha gigante, mas se sentiu tola pela primeira vez. Havia uma semana que descobriu que a vida não espera e não dá trégua, para ser mais precisa desde domingo. De qualquer modo ela corria contra o tempo.

Não era aproveitar o que ela queria e também não estava em busca apenas de diversão. Ela procurava parar de perder tempo. É claro que após uma desilusão amorosa essa é a primeira opção, mas ela procurava não pensar. Queria apenas que o sentimento de fracasso saísse do corpo dela junto com o perfume do ex.

Afinal de contas para quem trai não é reservado nenhum espaço no pensamento, muito menos no coração. Ela planejou sair com as amigas e não deixou ninguém levar os respectivos acompanhantes. O que ela menos precisava era se sentir carente.

Carência é o ponto fraco de qualquer mulher em qualquer período. Mas nenhuma mulher merece terminar uma relação e estar na TPM ao mesmo tempo. Se ela pudesse daria todo dinheiro ao homem que inventou o chocolate e o açucar. O tema “estou gorda” viria só dali a alguns dias, então ela não adiantou a preocupação.

Dirigiu com toda a segurança do mundo pela primeira vez. E também pela primeira vez ele não estava ao lado dela para gritar a cada erro ao volante. Sentiu-se sozinha: o banco do passageiro vazio mostrava exatamente como estava o seu coração. Ligou o som e não pensou mais.

Chegou ao lugar marcado no horário, ao contrário do que costumava fazer. Respirou fundo e saiu do carro. Pensou que agora seria apenas ela contra o mundo. Um grande engano, é claro. Ao encontrar com as amigas percebeu que sempre as teria, como família e porto seguro.

Os amores vão e ficam. Ou não, apenas passam. Amores, sentimentos e tudo o que está relacionado a isso é totalmente relativo e inconstante. A única invariável é a amizade, mesmo que nunca seja descoberto o resultado.

O mundo acontece no ritmo das mulheres e é feito para elas. E é exatamente por esse motivo que apenas elas se entendem. Essa matemática não é lógica ou racional, é a pura forma de ser mulher.

TV: emissora saudade

31 out

Que saudades da Turma da Mônica!


Acho que descobri porque os clipes musicais usam tantas cenas de colegiais e formaturas: para nos passar nostalgia. Você se sente baleado por lembrar o tempo da escola, os amigos e a melhor fase da vida.

Você está assistindo TV e de repente você vê americanas com aquele famoso uniforme de colegial ou então um grupo de jovens lançando o chapeuzinho de formatura (capelo) para cima. Aí você lembra o quanto passou. Desde as brincadeiras até a fase rebelde, desde o primeiro beijo até a primeira vez.

A recordação não é tão ruim quanto parece, mas faz você se sentir um pouco sentimental – algo que você não sentia há tempos. Você lembra o quanto futuro tinha pela frente e todos os seus ideais.

Não lembro quem, mas uma vez foi dito “amizades de infância são feitas na infância”. E é isso que te fere. Você sabe que as coisas não tem o mesmo valor e a mesma graça de antes. É isso que te faz entender aquele incômodo no peito que você sentiu quando viu as cenas de formatura no clipe musical.

Você finalmente amadureceu e entendeu que a parte da ingenuidade e falta de compromisso passou. Você virou adulto e muitas crianças te chamam de “tio” mesmo sem você se lembrar de ter envelhecido tanto.

Calma, você não envelheceu tudo isso. Acontece que tudo passou muito depressa, tão rápido quanto um trem bala. É claro que na época você não imaginaria que seria assim.

Quando finalizamos uma fase da nossa vida temos a ilusão de estarmos no controle. Ou pelo menos na fase de estudante temos a visão de controle total do universo. Aí vem uma tal de “vida” e te mostra que não é bem assim.

Pelo tempo do videoclipe você deseja voltar aos tempos de estudante, você quer voltar ao segundo grau e fazer diferente. E enquanto dura a música você pensa em ligar para os colegas ou talvez mandar um e-mail. Você tem curiosidade de saber se mais alguém se sente como você.

Aí acontece que a música para e o videoclipe acaba, da mesma maneira acontece com tudo o que você sentiu até agora. Toda a vontade de rever os velhos tempos e amigos passa. Aí você continua com a vida do jeito que está e tenta não pensar no assunto.

Cuidado: saudade é sinal de uma fase muito bem aproveitada, superada e vivida. Nostalgia é reconhecimento de que poderíamos ter feito algo a mais.

Destino ou acaso?

20 out
Sorte ou azar?
Nem azar ou sorte, apenas você.

Você já se sentiu azarado? Já passou por um dia em que nada dá certo? Sabe aquele dia em que você acorda com o pé esquerdo? Exatamente em dias assim sempre nos perguntamos “por que eu?”. Sinto dizer, mas às vezes não é você e sim o acaso.

Sempre disseram que sorte e azar são coisas do acaso e não determinadas pelo destino. Não está escrito em sua ficha vital que você irá ter sorte do dia 15, 23 e 30 de novembro e azar nos dias 2, 7 e 19 de dezembro. Se fosse assim, você esperaria um dia de sorte e apostaria na loteria.

Não, não é assim que funciona. Sinto muito caso você tenha derramado o molho do macarrão no seu vestido branco novinho. E sinto muito que o pneu furou e você se atrasou para aquela reunião. De qualquer forma, é assim que é: imprevistos acontecem e não há nada que você possa fazer.

O que determina os imprevistos é o acaso e não algo que vai de acordo com a cor da sua aura. É justamente o contrário, acaso é um sem querer, algo não premeditado, é um não planejamento sem fim.

Concordo que muitas pessoas acreditam em destino. Mas não exagerem ok? Não foi o destino que fez passar aquele carro vermelho na sua frente como um sinal para você ligar para ele. Não foi o destino que mandou um dia radiante para te obrigar a faltar o serviço e ir à praia. Não, essas decisões foram tomadas por você.

Ok, se você se iludiu e achou mesmo que era um sinal de destino é outra conversa. Realmente acredito que nem todas as coisas nós conseguimos controlar, mas ainda dá tempo de você aprender a comer macarrão.

Talvez quando você acerte ou ganhe pareça que foi o destino. Algo do tipo “tinha que dar certo, era destino e estava escrito”. Até aí tudo bem, você venceu e conseguiu. Se você quiser dar os seus méritos para o destino tudo bem, vai de você.

Quanto a coisas que não acontecem ou dão errado, por favor, não culpe o destino. É aquela velha história: algumas coisas dão errado para outras darem certo. E pronto. Quando você se sentir extremamente azarada, como se tivesse colado chiclete na cruz, lembre-se que é você quem recebe os resultados das suas ações.

Chega! Pare de pensar que é o destino que age por você. É exatamente como aquela história que lemos na escola, aquele livro que muda a nossa vida, O pequeno Príncipe, sabe? “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Então pronto: concentre-se, o seu destino é você quem faz.

Quem é ela?

18 out

Ela está cansada de ser certinha, da mesma forma como está cansada de se sentir sozinha. Parece que não basta ser inteligente, é preciso ser algo a mais. Acontece que ela não descobriu o que é esse “a mais”. Ela se empenha, tenta acompanhar o ritmo e mesmo não é suficiente. Então o que é?

Ela quer ser o foco e quer a atenção, mas isso também não basta. O pouco de bipolaridade que possui também a faz querer não ser notada. Então o que é preciso? É difícil você falar que ela está se saindo bem? É pedir muito? É claro que não.

Quem é ela afinal? Existe algum motivo para essa atração? Quem explica a forma como ela te faz sentir? Quem explica a forma como ela te faz agir?

Ela é a mesma que adora sorvete e a que fez do caminho de terra uma lembrança. Ela é a mesma que aprendeu a ser feliz, da mesma forma que aprendeu a superar. A ingenuidade continua firme e forte em sua personalidade, a diferença é que agora ela aprendeu a desconfiar.

Ela está cansada de saber o que não quer. E enquanto isso ela pode fazer o que? Diga-me você: nada, tudo, pouco, muito? Ela só quer encontrar aquele tal caminho, o que ela vê todos seguindo. Não deveria ser tão difícil, mas é. O lógico para ela não funciona, ela não serve para seguir a massa.

Massa para ela seria não se preocupar. Ela só precisa ouvir alguém dizer que tudo ficará bem. Ela só precisa ouvir alguém dizer que estará lá por ela. Não é muito, ela precisa parar de se sentir sozinha. Ela quer ser livre, mas com alguém do lado. Pode ser você? Não, não pode. Além de contraditória ela é exigente também.

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